Recinto de Festas João Scatolin

por Câmara de Indiaporã última modificação 19/01/2018 12h07
Recinto de Festas João Scatolin na cidade de Indiaporã-SP.

 

Rua Oswaldo Vieira de Queiroz em Indiaporã-SP

 

JOÃO SCATOLIN

Nascido aos 05/10/1921, em Cajobi-SP.

Filho de José Scatolin e Italia Schivo.

Em 1976, casou-se com a senhora Ivone Luzia Mialichi e deste casamento nasceram seus dois filhos: João Washington Scatolin e José Oton Scatolin. Alguns anos após divorciar-se, casou-se com a senhora Marcy Soares dos Santos Scatolin, relacionamento que durou até a sua morte, mas dessa união não tiveram filhos.

Proporcionou empregos para várias famílias.

O recinto mui dignamente leva o seu nome, e destaca-se por ter enormes esporas, ferraduras, berrante e chapéu.

João Scatolin veio a falecer no ano de 1999, no dia primeiro de dezembro, aos setenta e oito anos de idade, vítima de um câncer.

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               No ano de 1962, mudou-se para Indiaporã, oriundo de Olímpia, o afortunado senhor João Scatolin, pois havia adquirido do senhor Paulino Garcia uma propriedade de 700 alqueires de terras, mais ou menos.

               Poucos anos depois, anexou a esta propriedade a fazenda que comprou do senhor Francisco Ribeiro (Chico Cláudio), perfazendo uma área total de aproximadamente 950 alqueires, sendo que uma pequena parte foi inundada em consequência da construção da Usina Hidrelétrica de Água Vermelha.

               O senhor João Scatolin era possuidor de outras tantas fazendas espalhadas pelo Brasil afora e destas, várias foram doadas aos seus sobrinhos.

               Atualmente, além da propriedade de Indiaporã, restam-lhes ainda mais duas fazendas, sendo uma de 2.500 alqueires, localizada em Paranatinga, Mato Grosso e outra em Santa Rita do Pardo, Mato Grosso do Sul, composta de 500 alqueires.

               Desde que aqui chegou, o senhor João Sacatolin sentiu-se em casa e fez de Indiaporã a sua terra predileta, participando de todos os eventos da comunidade, principalmente obras de caridade.

               Numa certa ocasião, lá pelos idos de 1988, foi acometido e uma solidão profunda, pois trabalhava muito e não tinha lazer e começou a imaginar que deveria construir alguma coisa que consolidasse o seu nome nos anais da história de nossa terra e uma idéia lhe veio à mente. Construir um recinto para festas de rodeio.

               A princípio a construção deveria ser na sua fazenda, que fica a poucos quilômetros de distância da cidade, e o intuito era, além do divertimento, os fundos angariados deveriam ser divididos entre as instituições beneficentes devidamente cadastradas.

               Entretanto, o Prefeito Municipal da época, senhor José Carlos de Santana (Meio Quilo), havia adquirido, junto à CESP, um terreno às margens da rodovia que liga Indiaporã à Cardoso e neste caso, convenceu o senhor João Scatolin a construir o recinto no referido terreno, argumentando que o local era propício por se encontrar no perímetro suburbano da cidade. Outro motivo era que o local já estava dotado de infra estrutura, com água, esgoto, luz e asfalto, além disso, prometia apoio logístico no sentido de ajuda na construção, oferecendo máquinas para terraplanagem e outros possíveis recursos da prefeitura.

               Diante dos argumentos consolidáveis, houve consenso entre as partes e as obras foram imediatamente iniciadas, com data da inauguração marcada para o dia 05 de outubro de 1988, aniversário do senhor João Scatolin.

               Graças ao enorme esforço das partes, a meta foi alcançada.

               O custo da obra, exceto a ajuda por parte da prefeitura, foi de aproximadamente quarenta e oito mil cruzados, total este levantado através de aplicações bancárias do senhor João Scatolin no período de 90 dias.

               O comércio de Indiaporã foi prestigiado com a compra da maioria do material utilizado na construção.

               Apesar do recinto levar o seu nome, João Scatolin se sente frustado, pois não conseguiu atingir o seu objetivo de formar uma comissão independente do poder público, para administrar e realizar as festas e praticar o seu desejo de dividir o lucro com as entidades assistenciais, mas se considera realizado em poder proporcionar à cidade que tanto ama uma obra suntuosa, que consagrará e perpetuará o seu nome.

               Pesquisa feita em 28 de maio  de 1999.

               Entrevistado: João Scatolin.

               Entrevistadores: Adelino Francisco do Nascimento e Isaías Basso.

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Texto extraído do Livro Memórias de Indiaporã, Editora Ferjal, ano 2000, Adelino Francisco do Nascimento, páginas 101 e 102.

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