Fundadores de Indiaporã

por Câmara de Indiaporã última modificação 19/01/2018 07h49
Fundadores de Indiaporã: Hipólito Moura, Alcides Borges, Francisco Leonel Filho e Luís Antônio do Amorim

Hipólito Moura, Alcides Borges, Francisco Leonel Filho e Luís Antônio do Amorim

A cidade teve seu início no dia 08 de agosto de 1939, quando três jovens, Hipólito Moura, Alcides Borges e Francisco Leonel Filho combinaram de adquirir do senhor Luís Antônio do Amorim, conhecido popularmente por Luís Caetano, uma gleba de terras.

Tinham eles, um ideal de, com estas terras, formar um patrimônio no interior paulista, que posteriormente se transformaria em uma cidade.

Luís Antônio do Amorim, animado pelo mesmo ideal, disse que faria uma doação do terreno da praça central, a qual leva, em homenagem póstuma, o seu nome, e que o restante seria loteado e vendido.

Na época, eram 94 datas de terras, cujas propriedades eram de 47 contribuintes, e a escritura foi lavrada no cartório do Registro Civil de Monte Aprazível, sob número 14.021.

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Texto extraído do Livro Memórias de Indiaporã, Editora Ferjal 2000, Adelino Francisco do Nascimento, páginas 80 à 83.

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HIPÓLITO MOURA

Data de Nascimento:         /      /       = local: _____________

Falecido:    /     /        com ______ anos, na cidade de _________

          Veio de Campina Verde, Estado de Minas Gerais, para a região de Água Vermelha.

          A família Moura era composta de 5 irmãos, sendo eles: Alberto Moura. César Moura, Napoleão Moura, Hipólito Moura e José Moura (Juca Moura).

          A mudança aconteceu no ano de 1932. Na ocasião apenas Napoleão era solteiro.

          Hipólito Moura era casado com dona Doca e tiveram os filhos Sávio, Cristóvão e Cristina.

          A mudança foi feita em 5 carros de bois e o itinerário foi o seguinte: partiram de Campina Verde, passando por Comendador Gomes, Patrimônio do Cisco, hoje Itapagipe, São Francisco de Sales, Santa Rosa, hoje Iturama, Monte Alto, atravessaram o Porto da Quiçaça e finalmente o ribeirão Água Vermelha.

          Trouxeram gado, porcos, cavalos e cachorros, além de armas de fogo como, espingardas e carabinas para se defenderem de bandidos e também de animais selvagens.

          Os irmãos Moura eram arrojados e, logo que se instalaram na região, abriram 60 alqueires de roça, o que na época significava um exagero, por ser uma quantidade desproporcional em relação ás que existiam na região.

          O domínio deles eram um verdadeiro latifúndio, pois temos uma vaga informação de que, no total, a gleba era de aproximadamente 32.000 alqueires, começando na cabeceira do córrego Arara, que converge para o ribeirão Água Vermelha, passando pelo córrego da Divisa e, deste, abeirando-se da cabeceira do Água em direção ao córrego do Tatu, descendo daí, em direção à margem esquerda do Rio Grande. Era uma imensidão.

          Segundo informações, esta propriedade pertenceu à família Queiroz, que deram autonomia para os Moura explorarem e venderem a terra conforme encontrassem propostas na época, pois os Moura tinham a confiança da família Queiroz, que eram os legítimos proprietários de uma gigantesca gleba que, além de imensa, no Estado de Minas Gerais, atingia também o lado paulista, onde os Moura se instalaram.

          Os irmãos Moura também vendiam os seus capados gordos em Tanabi ou São José do Rio Preto, como as demais famílias que haviam se instalado na região. Os animais eram tocados a pé, e geralmente era acompanhado de um carro de bois.

          Aos irmãos Moura podemos outorgar, sem sombra de dúvida, o título de consolidadores da povoação de nossa região, pois foram eles que agilizaram as mudanças para cá, principalmente das famílias que vieram de Paulo de Faria, pois como o leitor pode notar, a maioria das propriedades de nossa região foram vendidas pelos Moura, principalmente os senhores César e Napoleão.

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Texto extraído do Livro Memórias de Indiaporã, Editora Ferjal 2000, Adelino Francisco do Nascimento, páginas 57 à 60.

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