Rua Cândido José da Silva

por Câmara de Indiaporã última modificação 27/10/2017 10h16
Rua Cândido José da Silva, na cidade Indiaporã SP, passou a ser a nova denominação da antiga Rua Barretos, conforme a Lei 17/1965 Indiaporã SP 03/12/1965. Projeto de lei de autoria dos vereadores Ayres Luiz Arantes, Joaquim Luiz do Amorim, José Cândido de Avelar, Claudionor Izidoro Pereira e José Chamat.

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Lei 17/1965 Indiaporã SP 03/12/1965 - Rua Cândido José da Silva

Lei 338/1986 Indiaporã SP 24/11/1986 - Rua Cândido José da Silva - prolongamento

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Rua Oswaldo Vieira de Queiroz em Indiaporã-SP

CÂNDIDO JOSÉ DA SILVA (Cândido Marques)

                Veio de Guapiaçú, no ano de 1934.

               Trouxe, juntamente consigo, sua esposa dona Jacinta Inocência de Souza e também os filhos, que eram os seguintes: Ana Cândida da Silva, José, Sebastião, Ambrozina, Otávio, Geraldo, Mário, Maria e Marciano.

               Recebeu de herança de seu sogro, Manoel Dutra de Sant’Ana, 120 alqueires de terras. O meio de transporte foi o carro-de-boi e o roteiro da viagem foi Rio Preto, Tanabi, Vila Marinheiro, córrego da Estiva e, finalmente, sua propriedade no córrego do Formoso.

               Ao chegar, depois que descarregaram a mudança, se expressou com sua esposa dona Jacinta: “estamos aqui, em nossa propriedade, agora só temos que pensar no progresso e no trabalho”. Não deu outra. Com seus esforços e também o de sua família, levou sua propriedade de 120 para 500 alqueires, em pouco tempo.

               Trouxe consigo, 50 novilhas, um carro com 12 bois e 5 cavalos.

               Este é um fato inédito, pelo menos até gora.

               Tinha no bolso, a sobra do dinheiro da viagem, um conto e quatrocentos mil réis.

               Trouxe uma carabina de 12 tiros e um revólver 38 Shimit.

               Não era caçador e nem pescador.

               Sempre ajudava os vizinhos, socorrendo-os com remédios, cereais e lhes trazia encomendas de Tanabi. Sempre foi católico e ajudava a igreja de Tanabi, posteriormente, a de Indiaporã. Era festeiro de Santos Reis. Fazia festa todos os anos, em respeito à tradição de seu pai. Sua família mantém o costume. Fazem a festa todos os anos, e a bandeira de Santos Reis muda de endereço, percorrendo a casa de todos os filhos.

               As viagens, de ida e volta para Tanabi, duravam uma média de 13 dias e na ida eles dormiam por cima dos porcos. Estes eram colocados no assoalho do carro e, acima, colocava-se uma ripa do tipo de mesa, botava-se um couro e forrava-se com um colchão de palha ou capim. Estava pronto o segundo andar e, mais acima, ia um toldo do tipo faroeste. Levavam todos os apetrechos para cozinha.

               Geralmente negociavam-se as mercadorias com o senhor Fuade Turco, que era o maior comerciante da cidade. Comprava os porcos e vendia sal, arame, açúcar, querosene, calçados, tecidos, chapéus, etc.

               Os remédios consumidos eram comprados de um farmacêutico de Tanabi, que era um respeitado senhor, muito competente em seu trabalho. Eu o conheci pessoalmente. Da primeira vez que o vim jamais me esquecerei. Foi num dia de festa em Cosmorama, em 1942. Neste dia,foi inaugurado o campo de aviação de Cosmorama, e ele chegou pilotando um avião tipo paulistinha, o que contrastava com seu porte físico, pois ele era forte, alto e gordo, e o avião, o menor que já vi até hoje.

               Anteriormente, vendia-se capado gordo em Tanabi, e os garrotes para engorda eram vendidos aos moradores da região. Os compradores geralmente eram senhores Ventura Barbeiro, Elpídio Pinheiro e Miguel Basílio.

               O senhor Cândido Marques deixou toda a sua propriedade de herança para os filhos, e todos aumentaram suas terras e outros bens.

               A esposa do senhor Cândido Marques, dona Jacinta, era quitandeira famosa. Fazia caprichosamente as quitandas, tais como, roscas, pão caseiro, biscoitos, bolachas e brevidades.

               Até hoje os seus descendentes conservam essa tradição e quem duvidar é só ir à casa de qualquer um dos seus filhos na noite de São Pedro e comprovará.

               Pesquisa realizada em 27 de novembro de 1996.

               Entrevistados: senhor Otávio Cândido da Silva.

               Entrevistadores: Adelino Francisco do Nascimento e Júlio Roberto de Sant’Anna

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Texto extraído do Livro Memórias de Indiaporã, Editora Ferjal 2000, Adelino Francisco do Nascimento, páginas 29 à 32.

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 Cândido José da Silva está sepultado no Cemitério de Indiaporã.

Faleceu no dia

+ 28/09/1965 com 75 anos de idade.

                                                       

Data de Nascimento_______

Local de Nascimento______

 Pai_____________________

Mãe_____________________